Mudança, uma necessidade na vida
Na vida temos algumas fases em que experimentamos certas coisas, às vezes até sem querer. A mudança é um fato, um acontecimento inerente à vida humana. Em diferentes momentos e processos da vida, a mudança toma seu contexto de forma branda, de forma dominante ou de forma lasciva, mas sempre é uma mudança.

Mudar é difícil e estranho. É como começar a aprender um novo idioma, ou mesmo começar a utilizá-lo, antes mesmo de dominá-lo. A mudança gera essa estranheza, esse medo e essa angústia do que virá, do que será.

Mas, a mudança é inerente ao ser humano. Desde o início da vida, somos marcados pela mudança: feto, bebê, criança, adolescente, adulto e idoso.

E a morte também não pode ser esquecida, ela compõe o ciclo da vida e faz parte da grande mudança: da vida à morte. Pensamos que o “monstro” da mudança está sempre à espreita, pronto para travar uma batalha. Carregando esse sentimento, não investimos alegria e esperança nesses momentos novos , vivemos a angústia na mudança.

A cada dia, vive-se a intervenção de novas tecnologias, novos rumos são dados ao crescimento da organização (mas sem perder-se de sua visão e missão). E essas mudanças, que são necessárias, geram sofrimentos, problemas, mas seu objetivo final é o “crescimento”.

Toda mudança vai gerar uma quebra de paradigmas, que em alguns momentos podem levar a sentir que se está “remando contra a maré”. Resistir à mudança é negar a necessidade de crescimento, a necessidade de saber e aprender a lidar com as novas situações que a vida apresenta a todo instante.

Mas por que a mudança assusta tanto? Podemos pensar até que somos treinados para a estabilidade para regras, e quando nos deparamos com a ruptura da rotina, que desequilibra o que é retilíneo e uniforme, perdemos o “rumo” da ação.

A fragilidade humana se mostra mais acentuada quando deparamos com a necessidade da mudança. Algumas vezes, essa fragilidade pode bloquear, pode trazer pensamentos que não são compatíveis, mas que impulsionam o medo, a incerteza.

A esperança não é um estado de espírito, muito menos é deixar simplesmente que tudo aconteça por si só. Muitas coisas dependem de um 'pontapé inicial' de nós mesmos. Ter esperança não é ficar esperando, e sim dar chance para que sonhos se concretizem e a nossa realidade se transforme.

As mudanças proporcionam novas perspectivas para os cenários já conhecidos. É partir das mudanças que podemos mudar nossas perspectivas, derrubar paradigmas e partir para o novo, livre de medos, mas não de esperanças. "Mudar é experimentar outra vez. Todos certamente conhecerão coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa. O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda!" (Edson Marques).

Sérgio Alves Lima
Administrador de Empresas CRA-BA11489
Administrador da HappyClin

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